domingo, 6 de novembro de 2011

Artistas tolkianos: John Howe

Esses dias andei meio ocupada pra postar porque estava lendo o livro do J.R.R Tolkein, O Silmarillion, e apaixonei! Me interessei pela ilustração na capa e pesquisando achei bem mais ilustrações sobre O Senhor dos Anéis, como ainda não li, postarei por enquanto apenas as imagens "silmarillianas", mas assim que concluir o restante irei pôr as imagens baseados nos respectivos livros. Na verdade desde setembro que planejo este post, mas estava aproveitando meus dias felizes. :D
Enfim, cada imagem contém sua história resumida, apesar de em algumas não parecer bem um resumo hehe. Mas leiam, é bastante interessante, ou então leiam apenas um pedaço.


Apresento John Howe:
Canadense, mas vive na Suíça e se formou na faculdade Ecole des Arts Décoratifs, em Estrasburgo, França. Embora no início não tivesse tanta paciência com seu professor de ilustração, com o tempo ficou cada vez mais envolvido com artes. Apesar de ser um "artista tolkiano" ele não se prende a essa denominação; já ilustrou diversos livros, geralmente de fantasia, e contribuiu para a adaptação cinematográfica do "O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa" de C.S Lewis e do "Senhor dos Anéis" de J.R.R Tolkien. Ele também faz parte do grupo de artilharia chamado "Company of St. George", que só se tornou famoso devido ao livro escrito pelo mesmo e por Gerry Embleton chamado "The Medieval Soldier" e há traduções dele somente para o francês, alemão e italiano. Atualmente está sendo responsável, junto com seu colega Alan Lee, pela arte conceitual do filme O Hobbit, que será exibido em dezembro de 2012.

Veja abaixo as ilustrações de cenas do O Silmarillion:

Esta imagem relata uma das pervercidade de Melkor. A princípio, ele odiava os elfos por sua beleza e alegria, e não desperdiçou a oportunidade que tivesse para destrui-los. Foi então que desejou as Silmarils, três pedras preciosas feita pelas luzes das Árvores de Valinor, criada pelo noldor Fëanor, iniciando assim sua maldade. Seguindo de mentiras e calúnias, obscureceu os corações dos noldor, fazendo se virarem uns contra os outros, causando uma grande confusão. Assim foi aberto um conselho, que não foi muito agradável para Fëanor que nunca foi de remediar suas palavras, o que o levou juntos com seus filhos para o exílio. Melkor sabiamente fugiu antes de tudo isso acontecer, e nessa fuga ele se encontrou com Fëanor, mas acabou sendo humilhado. Foi então que ele foi a busca da grande aranha Ungoliant, que ansiava de luz, fazendo um trato com ela que se o obedecesse ganharia o que deseja, e pôs seu plano em prática. Valinor estava festejando a época do florescimento, todos vieram inclusive Fëanor, mesmo sem trajes de festa, e no momento em que ele estava fazendo as pazes com seu meio-irmão, Ungoliant do outro lado sugava as luzes das Árvores de Valinor, que é conhecido como O Ocaso de Valinor.

Esta ilustra uma das batalhas mais lindas do livro, que se resume em Fingolfin achar que havia como atacar ─ mais uma vez ─ Morgoth, pois temia por ele rondando por ai e tramando destruir o restante do seu povo. Mas muitos estavam contentes com a vida que se encontrava e preferiam deixar como estar, e por um tempo tudo estava em paz. E isso só serviu de Morgoth ter mais tempo para planejar sua maldade, e fez jorrar rios de chamas em Ard-galen, que era onde a tropa de Fingolfin se encontrava que depois ficou conhecida como Anfauglith, A Poeira Sufocante, iniciando a quarta das grandes batalhas chamada de Drago Bragollach, A Batalha das Chamas Repentinas. Abalado com mais outra perda dos noldor, Fingolfin decide ir sozinho enfrentar Morgoth cara a cara. Soou sua trompa e bateu no portão de Morgoth o chamando de senhor de escravos e covarde, e então ele apareceu, trajando uma armadura negra, com seu escudo negro sem brasão e com o Grond, Martelo do Mundo Subterrâneo, parou em frente ao rei dos noldor. E Fingolfin reluzia devido a sua malha encoberta de prata, seu escudo azul era encravado de cristais e sua espada Ringil brilhava como gelo. Nesta batalha Fingolfin deu sete golpes em Morgoth, o fazendo gritar sete vezes e quando o rei se cansou, Morgoth três vezes o atacou até se ajoelhar e três vezes ele se levantou, e então ele pôs seu pé no pescoço do rei para esmagá-lo, e Fingolfin o golpeia antes de se entregar, o fazendo mancar para sempre. Esta batalha é conhecida como a Queda de Fingolfin.

Nesta cena está Glaurung e Nienor, e se inicia após sua mãe Morwen saber que seu filho não está seguro e deseja ir atrás, fazendo com que Thingol se preocupasse e mandasse um de seus guardas para encontrá-la e protegê-la. Mesmo que o Rei pedisse para que Nienor ficasse, ela não o deu ouvido e se disfarçou como alguém do povo de Thingol e foi junto com o guarda chamado Mablung, e quando encontraram sua mãe ela se revelou. Mablung implorou que ela voltasse, mas foi mesmo que nada e então ele decidiu ir junto, seguindo a viajem com cavaleiros. Mas houve um instante em que eles avançaram para um lugar próximo do dragão Glaurung, e percebendo a presença deles fez subir um vapor de odor, o que os deixaram desnorteados, mas puseram as idéias no lugar e tentaram tirar elas dali. Mas o vento trouxe novamente o odor, descontrolando os cavalos e causando um enorme problema, pois alguns morreram com a batida e outros foram jogados para longe, Morwen e Nienor se perderam nesse momento. Nienor pensou em refazer o caminho e aguardar Mablung, porém acabou chegando onde Glaurung estava e quando olhou para o oeste, fitou os olhos dele, ele sabendo quem era ela, jogou um feitiço de trevas e esquecimento total, a deixou lá e foi embora. Durante muitos dias ela não podia ouvir e nem se mexer.

A imagem acima mostra o momento em que Túrin Turambar ataca Glaurung e isso aconteceu porque primeiramente Túrin havia conhecido uma pessoa que mudaria para sempre o rumo de sua vida, a cuidou e, como não se lembrava de nada se chamariam Níniel. Ele a pediu em casamento, porém ela adiou a sua decisão por um tempo. Em Brethil, floresta onde viviam junto com o povo do bosque, havia uma pessoa que também a desejava e se chamava Brandir, e quando soube do pedido de casamento sentiu um mau pressentimento e ele logo a alertou que Turambar era Túrin, filho de Húrin, o que a pertubou um pouco, mesmo sem saber que nomes eram estes. Túrin não agüentou tanta espera e jurou que ou ela aceitava o pedido ou voltava a guerrear então ela aceitou feliz sem nem um, nem outro imaginar o que o destino lhes reservara. E Graurung ouviu boatos de tudo o que acontecera e planejou suas maldades contra Túrin, chegando notícias em Brethil que ele estava pelas redondezas, e Túrin só decidiu ir atacá-lo porque sua amada sofria com isso, e planejou tentar sorrateiramente ─ apenas com dois homens ─ e saiu deixando claro que todos ficassem em Ephel Brandir, como chamava suas moradas, e se preparassem para fuga, pois seria o primeiro lugar onde o Grande Lagarto iria devastar, caso fosse vitorioso e então partiu. Chegando perto, viu que o dragão estava dormindo perto do rio onde corria por uma ravina, e Túrin planejava descer pela ravina, tentar passar a correnteza, subir o penhasco e atacar o dragão sem ele ver, e um dos homens desistiu no meio do caminho, restando apenas um, mas enquanto os dois tentavam a travessia o dragão despertou soltando jatos de fogo e enquanto espreguiçava Turambar buscou agir rápido, mas na hora da subida uma pedra atingiu no único homem que lhe restava, e sozinho tentou terminar seu plano, no momento certo reuniu toda a força que restara e com todo seu ódio atacou seu ventre, fazendo-o berrar de tanta dor.

Aguardem o próximo artista, 
mas esperem sentados pois vai demorar tanto quanto este. 

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